Pesquisadores descobrem formação geológica semelhante à Arca de Noé descrita na Bíblia

Escrito em 22/04/2026

Uma formação geológica localizada no leste da Turquia, próxima ao Monte Ararate, voltou ao centro das atenções após pesquisadores divulgarem novos dados que, segundo eles, podem estar relacionados à Arca de Noé descrita na Bíblia.

O local, conhecido como formação de Durupinar, é alvo de debates há décadas entre estudiosos, arqueólogos e interessados no relato bíblico.

De acordo com o pesquisador Andrew Jones, ligado ao grupo Noah’s Ark Scans, recentes exames com radar de penetração no solo realizados na formação – que, segundo os investigadores, teria dimensões próximas aos 157 metros atribuídos à Arca de Noé – revelaram uma série de “corredores” abaixo da terra.

Segundo ele, que classificou os achados como “novas descobertas empolgantes”, foram descobertos túneis que percorriam o meio do “barco” e ao longo da borda interna da possível embarcação, levando a uma cavidade central que Jones chamou de átrio.

“Deus disse a Noé para trazer os animais para dentro. E assim, esses animais teriam ficado lá, junto com Noé e sua família. O interessante é que esses vazios estão se alinhando abaixo da superfície – e não são aleatórios”, disse Jones à publicação.

“Esses túneis também seguem um padrão. O GPR [método de investigação que emite pulsos de radar para dentro do solo] é apenas uma maneira de observar o que está abaixo do solo usando radar. Também foram realizados estudos com IRT, que é outra técnica geofísica, e eles estão mostrando um casco em formato de navio ainda preservado nas profundezas do solo”, disse o pesquisador.

Para os investigadores, a estrutura poderia remeter aos compartimentos internos mencionados no relato bíblico de Gênesis, onde Deus orienta Noé a construir a arca com divisões internas para abrigar sua família e os animais.

Bíblia

Outro ponto destacado pela equipe envolve análises de solo feitas em 2024.

“Em 2024, coletamos 88 amostras aleatórias de solo dentro e fora daquela estrutura em forma de navio”, lembrou Jones.

“E o que elas mostraram foi que o solo dentro da estrutura tinha três vezes mais matéria orgânica do que o solo do lado de fora, e 38% mais potássio.”

“Isso demonstra que o solo é único. E a grama, no outono, apresenta uma coloração mais amarelada logo abaixo da superfície.”

Jones argumentou que os restos fósseis encontrados ao redor do sítio, dispostos em formato semelhante ao de um barco e localizados a cerca de 1.981 metros acima do nível do mar, também poderiam servir como evidências do Grande Dilúvio.

“É exatamente a ligação dada à Bíblia. São 300 côvados egípcios. Para nós, essas são todas linhas positivas que estamos seguindo, e isso mostra que há mais a ser descoberto”, disse ele.

Fósseis marinhos,

Para o grupo, isso poderia indicar a decomposição antiga de madeira ou atividade humana no local.

Além disso, fósseis marinhos, corais antigos e conchas encontrados a cerca de 2 mil metros de altitude também foram citados como possíveis evidências de que a região esteve submersa no passado.

No entanto, geólogos lembram que formações elevadas podem surgir naturalmente por movimentos tectônicos ao longo de milhões de anos, sem relação com um dilúvio global.

Apesar do entusiasmo, a descoberta ainda não representa prova conclusiva da Arca de Noé.

A comunidade científica segue dividida, e muitos especialistas consideram a formação apenas um fenômeno geológico natural.

Mesmo assim, o caso reacende o interesse por uma das narrativas mais conhecidas das Escrituras.

A equipe agora trabalha no desenvolvimento de um robô capaz de explorar os túneis internamente em futuras expedições.

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